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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

SANTARÉM CANTANDO 5



HINO DO “MOVIMENTO JOVEM CATÓLICO”
(MOJOC)
(Melodia de Wilson Fonseca)


Somos jovens dispostos à luta
Pela causa sublime do Bem!
O Evangelho nos mostra a conduta
Que o cristão verdadeiro mantém.

                        Refrão

   O “MOJOC” é querido e legal,
   Pois amor e coragem nos traz!
   Este grupo sustenta o ideal
   De pôr Cristo no mundo sem paz!

Ao combate, portanto, corramos,
Confiantes no auxílio divino!
Da Videira nós somos os ramos:
Com Jesus ninguém teme o destino!

   Porque somos irmãos nesta vida,
   Uns aos outros devemos amar.
   Juventude fraterna e unida
   Contra o mal há de sempre triunfar!
                          (10.5.1983)
(Emir Bemerguy)
Livro Aquarela Mocoronga

HINO DA “ESCOLA PRINCESA ISABEL”
(Melodia de Wilson Fonseca)

Minha Escola querida, és antiga
E famosa no meu Tapajós!
Eu te louvo, caríssima amiga,
Pondo amor e alegria na voz.

                        Refrão

   Cada aluno promete e deseja
   Aos estudos ser sempre fiel.
   Que o bom Deus abençoe e proteja
   Minha “escola Princesa Isabel”!

Sem esforço, não há, nesta vida,
Quem alcance o seu belo ideal.
O saber facilita a subida,
Dando luzes e força total.

   Ó crianças e jovens de agora,
   Muito espera de nós o país!
   Estudando, aguardemos a hora
   De fazer o Brasil bem feliz!
                           (8.4.1981)
(Emir Bemerguy)
 Livro Aquarela Mocoronga


HINO DO “COLÉGIO SÃO JOSÉ”
(ÓBIDOS)
(Melodia do autor)

Inspirados no belo ideal
De buscar os clarões da cultura,
Somos jovens em marcha triunfal,
De olhos postos na vida futura.

                        Estribilho

   Só com luta a vitória se alcança!
   Neste hino erguemos a voz,
   Implorando com fé e esperança:
   São José, rogai sempre por nós!
Sem as bênçãos dos céus, nós sabemos
Que, dos homens, nenhum se mantém.
No poder dos estudos nós cremos,
Mas sem Deus não triunfa ninguém!
                        (2.5.1979)
   (Emir Bemerguy)
     Livro Aquarela Mocoronga

ACRÓSTICO EM HOMENAGEM AO
“COLÉGIO ÁLVARO ADOLFO”

Ávidos somos todos de cultura
Lutando, com vigor, pelo saber.
Vontade firme e sã nos transfigura;
Assumimos os riscos do dever.
Recebe sempre o sol da glória pura
O jovem que se empenha por vencer

Aqui neste querido educandário
Dividimos prazeres e cansaços.
Olhando, sem temor, o itinerário,
Ligamos nossas almas, nossos braços,
Formando um grupo alegre e solidário,
Onde há incentivo mútuo nos fracassos.

Deus abençoa com infinito amor
A fibra do estudante lutador!

Somos cristãos e à luz da fé marchamos,
Impulsionados pelo ideal
Lindo e sublime com que nós sonhamos:
Varrer do mundo a injustiça e o mal!
Este Colégio é um farol potente,
Irradiando claridade e paz.
Rimos, felizes, comovidamente,
Agradecendo o bem que ele nos faz!
                      (6.8.1979)
   (Emir Bemerguy)
  Livro Aquarela Mocoronga

HINO DA “ESCOLA MORAES SARMENTO”
(Melodia de Wilson Fonseca)

Como o Sol torna clara a manhã,
O saber tira as trevas da mente.
Juventude vibrante e cristã,
Sendo cultos, iremos em frente!

                                   Estribilho

            Unidos de coração,
            Cantemos, neste momento,
            Louvores em gratidão
            À “Escola Moraes Sarmento”!

Estudemos, porém, na certeza
De que só a ciência não basta.
Não existe valor, nem nobreza
No saber que de Deus nos afasta.

            Quando a Lei do Senhor nós cumprimos,
            A cultura tem força e alegres partimos,
            Sendo luzes no mundo sofrido.
                        (10.1.1979)
                           (Emir Bemerguy)
                Livro Aquarela Mocoronga


HINO DO “GINÁSIO NORMAL SÃO JOSÉ”
(Da Colônia Agrícola de Santarém)
(Melodia do autor)


Nós buscamos na escola o saber,
Que é o supremo tesouro da vida.
Se estudarmos com fibra e prazer,
A vitória será conseguida.

                                   Refrão

                        Rogai sempre por nós ao Senhor,
                        Ó bondoso e fiel São José!
                        Que marchemos unidos no amor
                        E que, juntos, cresçamos na fé!

Recordemos a cada momento
A verdade profunda que há nisto;
Por brilhante que seja um talento,
É vazia a cultura sem Cristo!
                        (25.8.1977)
        (Emir Bemerguy)
            Livro Aquarela Mocoronga


HINO DO “GINÁSIO NORMAL IMACULADA CONCEIÇÃO”
(MONTE ALEGRE)
(Melodia de Wilson Fonseca)

Ao Ginásio nos traz o ideal!
De lutarmos com ânimo, até
Merecermos o prêmio total:
Os clarões da cultura e da fé!

                                   Refrão

                        Vêm do estudo os triunfos extremos!
                        Pondo todo o vigor juvenil
                        Nesta lida sublime, honraremos
                        Monte Alegre, o Pará e o Brasil!
Quando a luz do Evangelho ilumina
O saber que dos livros nos vem,
A ciência que aos jovens se ensina
Facilmente conduz para o bem.

                        Invocamos, de júbilo cheios,
                        Tuas bênçãos de Mãe, ó Maria!
                        A Jesus, nosso Irmão, os anseios
                        Desta Escola querida anuncia!
                                               (9.8.19770
   (Emir Bemerguy)
  Livro Aquarela Mocoronga


HINO DA “ESCOLA MARIA VALMONT”
(Alenquer)
(Melodia de Wilson Fonseca)

Ninguém pode partir para as lutas
Sem as armas que vencem batalhas.
Da cultura as sublimes disputas
Ganharás se em teus livros trabalhas!

                                   Estribilho

Estudar sempre foi garantia
De triunfos e prêmios na vida.
Vai, colega! Peleja! Porfia!
E honrarás esta Escola querida!

Ela foi professora exemplar,
E Maria Valmont se chamou.
Cada jovem precisa rumar
Nas estradas que a Mestra indicou.

                        Como a chuva traz vida às plantinhas,
                        O saber põe nas almas a luz.
                        Estudante, garboso caminhas,
                        Pois um grande ideal te conduz!
                                               (28.5.1982)
   (Emir Bemerguy)
               Livro Aquarela Mocoronga

HINO DA FESTA DE NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS
Padroeira de Prainha
(Melodia de Wilson Fonseca)
composto a pedido de Frei Danilo Rodrigues,
Vigário da cidade


Nestes dias de festa e arraial
Todo o povo, entre fogos, caminha,
A louvor nossa Mãe Virginal,
Protetora maior de Prainha!

                                               Estribilho

Com fervor filial imploramos
Que mais justos e santos nos faças!
Bem fiéis a Jesus nós sejamos,
Milagrosa Senhora das Graças!

Cativamos a Virgem Maria
Ao fazer o que Cristo nos diz.
Pondo amor nas tarefas do dia,
Todo mundo será mais feliz!
                        (24.4.1980)
        (Emir Bemerguy)
    Livro Aquarela Mocoronga


HINO A ALMEIRIM
(Melodia de Wilson Fonseca)
Composto por solicitação do Mobral daquele município

Ó Cidade-presépio tão bela,
Boa terra onde vimos a luz!
Este canto vibrante revela
O que em ti nos orgulha e seduz.
Sempre olhando, altaneira e de frente,
Esse tão grandioso Rio-mar,
Tu cativas, com graça, esta gente
Que, a uma voz, aqui vem te louvar!

                                   Refrão

                        De mãos dadas seguimos avante,
                        Tendo um só ideal nobre assim:
                        Construir, num esforço constante,
                        Teu futuro glorioso, Almeirim!

Com firmeza, defende, cultua
Teus esplêndidos bens culturais:
O folclore, as cantigas de rua,
Tradições e grandezas locais!
Tens riquezas e encantos, tens paz,
E ao teu povo, por isso, apaixonas!
Se soubermos honrar-te, serás
O Celeiro do Baixo Amazonas!
                        (5.3.1977)
   (Emir Bemerguy)
            Livro Aquarela Mocoronga

HINO A MONTE ALEGRE
Composto a pedido de amigos daquela cidade

Monte Alegre! Em teu chão rumorejam
Puras fontes com água termais.
Os teus filhos briosos pelejam
Para ver-te crescer sempre mais!

Estribilho

Gurupatuba das antigas lendas,
Ó Monte alegre luminosa e amada!
Em nossas almas sempre a chama acendas
Deste ardor cívico em qualquer jornada!

A Pecuária, a Lavoura, estas serras!
Tua gente operosa não cansa!
Terra amiga, entre flores, encerras
De teu povo a mais linda esperança!
                          (5.5.1976)
(Emir Bemerguy)
             Livro Aquarela Mocoronga


HINO DE ITAITUBA
(Melodia do autor)
Composto a pedido de Altamiro Silva, prefeito municipal, e oficializado através da Lei 789, de 29.12.1979

Os Garimpeiros, as Praias, a Fonte
E as Estradas que ligam lonjuras!
Num poema, ninguém há que conte
Toda a história das tuas formosuras.

                                               Refrão

Itaituba, ó “Cidade Pepita”,
Soberana do Rio Tapajós!
Cada dia tu és mais bonita,
Pondo orgulho e esperanças em nós.

Que o progresso, porém, não destrua
Teus valores que têm tradição!
Quando os prédios encobrem a Lua,
Cresce um povo, mas sem coração!

                        Ir em frente é dever e destino
                        Dos cristãos, das cidades até.
                        Mas só temos o apoio divino
                        Se o progresso andar junto com a Fé.
                                               (26.7.1978)
   (Emir Bemerguy)
                        Livro Aquarela Mocoronga


HINO DO CENTENÁRIO DO “TEATRO DA PAZ”
(Melodia de Vicente Fonseca)
Composto a pedido do Maestro Waldemar Henrique

Majestoso, há cem anos surgiste,
Começando jornada triunfal!
Teu renome aos decênios resiste:
Da cultura tu és catedral!
O teatro, as canções envolventes,
Os valores do espírito, enfim,
Sempre em ti se fizeram presentes,
E, por isso, cantamos assim:

                                   Estribilho

                        Nossa gente vibrando hoje está
                        E homenagens ruidosas te faz
                        Pelas glórias que deste ao Pará,
                        Ó querido “Teatro da Paz”!

Já brilharam na tua ribalta
Expoentes das artes no mundo!
Este povo, empolgado, te exalta,
Bendizendo labor tão fecundo!
Que prossigas no afã venerando
De cumprir teu destino invulgar,
O Pará no Brasil projetando
E louvores sem fim a ganhar!
                        (10.7.1977)
   (Emir Bemerguy)
            Livro Aquarela Mocoronga


HINO DO SINDICATO DOS ESTIVADORES DE SANTARÉM
(Melodia de Wilson Fonseca)

Sobre os ombros erguemos, no cais,
Tantos fardos, em lida viril,
Para vermos crescer sempre mais
O progresso no nosso Brasil!

                                   Estribilho

A união faz a força, de fato!
Procuremos manter sempre viva,
Como irmãos, juntos num Sindicato,
A amizade entre os Homens da Estiva!
O trabalho, qualquer que ele seja,
Enobrece o operário que o faz.
Prossigamos na dura peleja,
Pelos Filhos, por Deus, pela Paz!
                        (15.4.1977)
   (Emir Bemerguy)
             Livro Aquarela Mocoronga


HINO DA “ESCOLA JANELINHA DO SABER”
(Melodia de Wilson Fonseca)

Vento...Sol...Manhã bonita...
Alegria em cada olhar...
Vamos todos, coleguinhas,
A cultura conquistar!

                                   Estribilho

                        É brincando que aprendemos!
                        Estudamos com prazer
                        Nesta Escola tão querida:
                        “Janelinha do Saber”!

Se quisermos ser doutores,
Comecemos a batalha,
Pois nas lutas desta vida
Só triunfa quem trabalha!
                        (13.1.1977)
   (Emir Bemerguy)
            Livro Aquarela Mocoronga


HINO DO “SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA”
(SESI)
(Melodia de Wilson Fonseca)

Todos somos ao SESI integrados,
E viemos aqui receber
Três direitos humanos sagrados:
A Cultura, a Saúde e o Lazer!

                                   Estribilho

                        Viva o heróico proletário,
                        De trabalho tão fecundo,
                        Pois é o braço do operário
                        A alavanca que ergue o mundo!

De mãos dadas, em marcha batida,
Nos labores do parque fabril,
O ideal que buscamos na vida
É a grandeza do nosso Brasil!
                         (14.11.1975)
     (Emir Bemerguy)
              Livro Aquarela Mocoronga


HINO DAS OLIMPÍADAS DO “COLÉGIO DOM AMANDO”
(Melodia de Vicente Fonseca)
Composto a pedido de Frei Danilo Rodrigues

Os olímpicos jogos são nobres,
Ao espírito trazem prazer.
Quando neles te lanças, descobres
Que aprendeste a ganhar e a perder!

                                   Refrão

                        Olimpíadas! Vamos, colegas,
                        Dizer juntos, com as almas vibrando
                        Na emoção das ardentes refregas:
                        - Somos gratos a ti, “Dom Amando”!

Disputemos na praça de esportes
Os troféus que nos enchem de glória,
Conservando o sorriso dos fortes
Na derrota ou no ardor da vitória!

                        Competir nos estádios faz bem,
                        Dando à vida grandeza e alegria,
                        Pois o jovem comprova que tem
                        Corpo são numa alma sadia!
                                               (22.3.19750
(Emir Bemerguy)
                  Livro Aquarela Mocoronga


HINO DO “CORAL DE SANTARÉM”
(Melodia de Wilson Fonseca)
O harmonioso grupo vocal fez sua gloriosa estréia por ocasião do 2º Congresso Eucarístico de Santarém

Foi a semente do Coral jogada
Primeiro aos céus para cair nas almas,
Em triunfal celebração sagrada,
Quando se ouviam orações e palmas!

                                   Refrão

Nas vozes pomos todo o ardente afeto
Que os corações nos acelera quando
Enaltecemos o torrão dileto!
Aqui nós somos Santarém cantando!

Queremos hoje repartir ternuras,
Belezas nossas que as canções refletem,
Dando a vocês as alegrias puras
Que os devaneios musicais prometem.
                                   (16.3.1975)
        (Emir Bemerguy)
                Livro Aquarela Mocoronga


HINO DO “COLÉGIO FREI AMBRÓSIO”
(Melodia de Wilson Fonseca)

Debruçado na encosta de um monte,
Dominando esse azul Tapajós,
És um templo do ensino, és a fonte
De onde jorra o saber sobre nós.

                                   Estribilho

                        “Frei Ambrósio” ! uma escola exemplar,
                        Do saudoso patrono a cumprir
                        O ideal luminoso de dar
                        Às crianças um belo porvir.

Santarém, orgulhosa de ti,
Tuas glórias bem alto proclama!
Deus permita brilhar sempre aqui
Do civismo esta esplêndida chama!
                                   (19.3.19700
       (Emir Bemerguy)
               Livro Aquarela Mocoronga


MAESTROS DE PLANTÃO
À Família Fonseca, celeiro de talentos
musicais em Santarém.

É de assombrar o que se vê por lá:
Tudo se toca – do piano à flauta,
Do acordeon ao simples afuxê.
Qualquer que seja o som, ele entra logo em “pauta”:
O clarinete, berimbau, trombone,
O violino, a gaita, o xilofone!
O curió da casa canta em mi bemol;
“Swing”, o cachorrinho sempre late em sol...
O galo do quintal sabe Chopin de cor
E até o pato grasna em lindo ré menor!
A lavadeira esfrega olhando as partituras
E a cozinheira é mestra em ópera e frituras...
A plebe rude fica embasbacada,
Pois, nesse time, quem não toca nada,
Entende de violão e bandolim!
Não sei se existe nesta pátria amada
Outra família harmoniosa assim!

E há certos fatos sobrenaturais.
Em três versinhos, tudo a gente diz:
Um deles chega a executar no órgão
Dificílimas peças musicais
Usando só o queixo e a ponta do nariz!...
Mas um segredo aqui eu testemunho:
Toda essa turma, ao pôr os pés no mundo,
Abriu o berrador já de violão em punho!
Por isso, ó meu Fonseca, é que usas e abusas
Das fusas, semifusas(para mim, confusas...)
E Santarém querida mimoseias
Com pentagramas, clavas e colcheias!
A qualquer hora, nesse alegre lar,
Os sons viajam, ternos, pelo ar...

A todo instante escuta-se canção,
Pois há sempre um Maestro de plantão!
Enfim, essa Família é bem mais afinada
Do que tentei dizer na infame versalhada!
                                   (Emir Bemerguy)
              Livro Aquarela Mocoronga

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

SANTARÉM CANTANDO 4




JUBILEU DE PRATA
(Melodia do autor)

Aos clarões triunfais desta data,
Tua bandeira mais alto drapeja!
Jubileu glorioso de prata
Completaste e a cidade festeja!

                        Estribilho

   O Colégio de esplêndidas glórias,
   Respeitado, imortal “Dom Amando”!
   Se no esporte acumulas vitórias,
   Sempre estás na cultura brilhando!

Nós erguemos acima de tudo
O supremo troféu do Saber!
A sublime batalha do estudo
Enobrece quem chega a vencer.

   “Dom Amando”, de nosso futuro
   És a fonte perene de luz.
   Seguirás rumo certo e seguro
   Sob o emblema divino da Cruz!
(9.9.1967)
   (Emir Bemerguy)
Livro Aquarela Mocoronga


ADEUS, COLÉGIO!
(Na melodia de “Canção de minha Saudade”)
Composto a pedido de alunos do “Colégio Dom Amando”, concluintes de 1974.

Está quase terminada
Uma etapa bem suada
Do labor estudantil.
Rude foi essa batalha,
Mas o homem que trabalha
Sempre vence a faina hostil.
Nós partimos com coragem
Para o resto da viagem
Que nos falta empreendedor.
Bem cristão é nosso lema:
Qualquer luta, mesmo extrema,
Crendo em Deus, posso vencer!

                        Estribilho

   Até breve, companheiros!
   Somos todos prisioneiros
   De um só lindo Ideal
   Que, lutando, a gente alcança,
   Porque grande é a esperança
   De chegarmos ao final!
   Sempre triste é a despedida,
   Amargura qualquer vida,
   Mas queremos ir cantando,
   Muito embora – isto é verdade! –
   Com uma bárbara saudade
   Do querido “Dom Amando”

Nosso foi o privilégio
De passar neste colégio
Tantos anos de convívio
Com vocês, caros colegas,
Enfrentando iguais refregas
Que hoje acabam (quanto alívio).
Aos prezados professores,
Por mil luzes e favores
Que a eles nós devemos,
Nossa eterna gratidão!
Sempre bem no coração
Cada um conservaremos!
(29.10.1974)
(Emir Bemerguy)
Livro Aquarela Mocoronga


AÍ CONHECE!...

Glorificando a tradição antiga
Que o consagrou no esporte, em Santarém,
Meu “São Francisco” luta, vence, briga,
Sem recear a fama de ninguém!

   Demolindo cartazes forasteiros,
   Não tem medo de “cobras” mascarados,
   Põe abaixo o renome dos goleiros
   E os visitantes voltam assombrados...

Já nem sei mais o número de vezes
Que anarquizou equipes lá de fora:
“América” e “Olaria” são fregueses,
E o tal de “Madureira” ainda chora...
   Cinco a um sobre o “Remo”!... Anos depois
   Metemos pelo cano o “Paissandu”...
   Coitadinha da “Tuna”: cinco a dois
   É como em pleno estádio ficar nu!

De outros clubes a turma, cabisbaixa,
Reconhece, mordia, o seu valor.
Neste poema eu lhe coloco a faixa
De glorioso e eterno “Vingador”!
    (7.8.1968)
 (Emir Bemerguy)
 Livro Aquarela Mocoronga


HINO DO “SÃO FRANCISCO FUTEBOL CLUBE”
(Melodia do autor)

Tenho orgulho de ser “franciscano”
E uma intensa emoção me domina
Quando vejo vibrar, todo ano,
A ardorosa torcida azulina!

Estribilho

  “São Francisco” valente de guerra,
  Clube eleito do meu coração.
  Porque teu destemor não se encerra,
   Nos estádios te chamam Leão!

Campeão sete anos seguidos,
Não te bastam, porém, tais vitórias,
E entre fogos, canções e alaridos,
Ganhas sempre mais taças e glórias!

   Se faltou neste canto triunfal
   Dos teus feitos qualquer pormenor,
   Tudo eu digo, exclamando, afinal:
   “São Francisco”, tu és o maior!
               (1.1.1969)
(Emir Bemerguy)
 Livro Aquarela Mocoronga


HINO DA “ESCOLA BARÃO DO TAPAJÓS”
(Melodia de Wilson Fonseca)

Juventude estudiosa
É riqueza nacional;
Faz a pátria gloriosa,
Põe nas almas um ideal.
Vendo escolas funcionando,
Todo um povo sempre sonha
Que a nação vai caminhando
A uma vida mais risonha.

Refrão

   Santarém rende homenagem
   Neste templo do saber
   A um homem, cuja imagem
   Precisamos conhecer!
   A história tem mostrado
   Seu exemplo a todos nós.
   Honra ao líder do passado,
   O “Barão do Tapajós”!

Esta Escola a nós fornece
Integral educação.
Cada aluno estuda e cresce
Aprendendo a ser cristão.
A ciência tem grandeza,
E saber vazio não é,
Se andar sempre, com firmeza,
De mãos dadas com a Fé!

   Companheiros, vamos lá!
   Ao trabalho, com amor!
   A vitória sorrirá
   Para o jovem lutador!
   Num ambiente de alegria,
   Como exemplos de união,
   Estudemos, cada dia,
   Tendo Deus no coração!
   (20.6.1983)
(Emir Bemerguy)
  Livro Aquarela Mocoronga


SERVAS INÚTEIS
(Melodia de Wilson Fonseca)
Hino dos setenta anos da Congregação das
Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição

Setenta anos de fiel serviço
Ao Cristo oculto em cada um irmão.
A Deus e à Virgem vimos dar, por isso,
Graças em nome da Congregação!

Estribilho

   A Dom Amando e Madre Imaculada
   Nós expressamos gratidão e amor,
   Pois sua obra foi abençoada
   Paternalmente pelo Bom Senhor!
Não descansamos sobre antigas glórias:
A messe é grande e poucos os obreiros.
Não nos seduzem honras transitórias:
Quantas sementes faltam nos canteiros!

   Setenta anos de labor constante,
   Mas tantas vezes imperfeito e falho.
   Somos apenas, Cristo, neste instante,
   Servas inúteis – manda-nos trabalho!
                            (4.2.1980)
(Emir Bemerguy)
Livro Aquarela Mocoronga


HINO DO “MOVIMENTO JOVEM SANTO ANTÔNIO”
(MOJUSAN)
(Melodia de Wilson Fonseca)

Para nós, cada dia é um avanço
Em que cresce este anseio profundo
De servir aos irmãos sem descanso,
Pondo amor, paz e ordem no mundo.

Refrão
   Segue em frente e com fé, MOJUSAN,
   Pelejando com ardor varonil!
   Juventude vibrante e cristã,
   Cabe a ti construir o Brasil!
Nós sonhamos de olhos abertos
Com uma Pátria feliz e opulenta
Que não tema os momentos incertos
Porque Deus a protege e sustenta!
                     (22.4.1980)
        (Emir Bemerguy)
  Livro Aquarela Mocoronga

DOM FREDERICO COSTA
(Melodia de Wilson Fonseca)

Composto em homenagem ao primeiro centenário do
nascimento do primeiro bispo de Santarém
Foste o nosso primeiro prelado,
Hoje em teu centenário exaltado,
Pois guiaste o rebanho tão bem!
Tal grandeza marcou tua vida
Que ela sempre será referida
Como exemplo à cristã Santarém!
                                   Estribilho
   Frederico Benício da Costa!
   Sempre humilde e fiel ao Senhor,
   Deste a Cristo a sublime resposta,
   Traduzida em atos de amor!
        (20.9.1975)
      (Emir Bemerguy)
 Livro Aquarela Mocoronga

HINO DA “ESCOLA RICHARD HENNINGTON”
(Melodia de Wilson Fonseca)

Estudar é sorrir da ameaça
De viver num presídio sem grades.
Que o saber muito livres nos faça,
Revelando sublimes verdades!
Um bom livro é amigo leal,
Que ilumina, orienta e conforta,
E de mundos bonitos, sem mal,
Para nós, fielmente, abre a porta.
                                   Refrão
   “Richard Hennington”!
   Grande Escola que todos amamos
   Porque em ti os tesouros sem preço
   Da cultura e da fé nós achamos!
Companheiros, marchemos na vida
Conscientes de que os desafios
São convites à luta atrevida
Que nos leva a ganhar elogios.
Juventude que estuda não teme
As incertas batalhas futuras.
Quem aprende, vai firme no leme
E navega por vias seguras!
                      (1.5.1981)
        (Emir Bemerguy)
  Livro Aquarela Mocoronga

HINO DA “ESCOLA FREI OTHMAR ROLLMAN”
(melodia de Wilson Fonseca)
Somos jovens na aurora da vida,
Estudantes em busca de luz!
A batalha é diária e renhida,
Porém, tal desafio nos seduz.
                        Refrão
   O Patrono exemplar desta Escola
   Foi fermento, foi luz e foi sal!
   Tendo a Fé que encoraja e consola,
   Fez de Cristo o seu grande Ideal!
A cultura é um dom precioso,
Um tesouro divino e sem preço.
Meu saber será mais valioso
Quando os outros irmãos esclareço.
   Sem temer os cansaços, nem nada,
   Caminhemos com grande esperança!
   Quando existe vontade extremada,
   O ideal tão sonhado se alcança.
                          (28.10.1981)
          (Emir Bemerguy)
      Livro Aquarela Mocoronga

HINO DA “ESCOLA DO CAREQUINHA
(Melodia do autor)
Composto a pedido da Professora Teresinha Corrêa
A luz que vem do saber,
Querida Escola, nos dás!
Aqui se aprende a viver
Com fé, muito amor e paz.

                   Estribilho

   Ela é nossa, é tua, é minha!
   Queremos nós muito bem
   À “Escola do Carequinha”,
   Orgulho de Santarém!

Sai sempre vitorioso
Quem estuda com vontade
De ser o sonho formoso
Virar linda realidade.
   Para quem crê e não duvida,
   Maior certeza não há:
   Nós não tememos a vida,
   Pois Deus conosco andará!
                        (7.11.1981)
         (Emir Bemerguy)
   Livro Aquarela Mocoronga


HINO DA “ESCOLA ANTÔNIO BELO DE CARVALHO”
(Melodia de Wilson Fonseca)

Queremos triunfar e estamos decididos
A não esmorecer nas lutas do presente.
Dos montes ninguém sobe aos pontos mais erguidos
Sem fibra e destemor, sem alma de valente!

                        Estribilho

   A juventude é forte e desafia o mundo
   Que louva e recompensa o esforço do trabalho!
   Por isso, pelejamos, num labor fecundo,
   Em nossa “Escola Antônio Belo de Carvalho”!

Aos livros, companheiros! Vamos batalhar!
No céu estão brilhando estrelas deslumbrantes:
São nossos ideais, que havemos de alcançar
Se formos sempre aqui notáveis estudantes!
                          (22.5.1982)
(Emir Bemerguy)
 Livro Aquarela Mocoronga


HINO DO “COLÉGIO PEDRO ÁLVARES CABRAL”
(Melodia de Wilson Fonseca)

Nos caminhos incertos da vida,
O colégio é fraterna presença.
Nestas salas é lenta a subida,
Mas o esforço terá recompensa.

                        Refrão

   “Pedro Álvares Cabral”,
   Eu te quero muito bem!
   Minha Escola, és sem igual
   Na formosa Santarém!

Sem andar, ninguém chega adiante;
Sem saber, eu não tenho valor.
Estudando em batalha constante,
Lá, um dia, serei vencedor!

   Na mensagem final, eu sustento:
   Nada valem triunfos no estudo
   Se não ponho, em cada momento,
   Jesus Cristo acima de tudo!
                        (30.3.1983)
   (Emir Bemerguy)
Livro Aquarela Mocoronga

HINO DA “ESCOLA PADRE MANUEL ALBUQUERQUE”
(Melodia de Wilson Fonseca)

Estudar é abrir as cortinas
do futuro que vem devagar.
Horizonte de cores divinas
A cultura nos há de mostrar.
            Estribilho

   Manuel Albuquerque, estás vivo
   Nesta Escola que é tua e te ama!
   Foste padre jovial, prestativo,
   Professor e poeta de fama!

Somos jovens cristãos e queremos
Caminhar tendo Deus como Guia.
Só assim ao final chegaremos,
Bendizendo o Senhor, todo dia.

   O Brasil de tão célebres vultos
   Muito espera de nós, amanhã.
   Vamos, pois, quando formos adultos,
   Conservar nossa Pátria cristã!
                        (23.4.1983)
         (Emir Bemerguy)
    Livro Aquarela Mocoronga


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

SANTARÉM CANTANDO 3




SANTARÉM CANTANDO

HINO DO "CORO DA CATEDRAL DE SANTARÉM"
Letra de Padre Manuel Albuquerque
Música de Wilson Fonseca

                                   1.
Semelhando os arcanjos divinos
Ante as aras de Deus, venturasos,
Nós também, na beleza dos hinos,
- "Glória a Deus" - proclamamos, ditosos

                        Estribilho

Virgem Mãe, Mãe piedosa, que afinas
Nossas vazes em cantos de amor,
Dá que um dia, nas aras divinas,
Nós louvemos também o Senhor!
                                               2.
Como é belo passar nossa vida
Na harmonia dos sons combinados,
A formar uma orquestra v vida,
Pela glória de Deus irmanados!...
                                               3.
Como é bela a harmonia do Canto,
Na harmonia dos sons!... Como é bela
A harmonia da vida do Santo,
Onde o Céu, onde Deus se revela!...
                                               4.
Nós queremos unir a nossa alma
à harmonia dos sons que cantamos,
Procurando alcançar esta palma :
- Ver no Céu o Senhor que louvamos!...
Santarém (PA), 1951


HINO DA FESTA DE N. S. DA CONCEIÇÃO
Letra de Emir Bemerguy
Música de Wilson Fonseca

                                   1.
A Cidade outra vez se embandeirar,
Ganha enfeites de alegres quermesses :
Chega a Festa de sua Padroeira,
Grato ensejo de risos e preces.
Santarém do folclore bonito,
Das canções e do azul Tapajós,
Hoje aos céus faz subir este grito:
"Rogai sempre, Mãezinha, por nós!"

                                   Estribilho

Proclamamos, ó Virgem Maria,
Neste instante de santa emoção :
Santarém nunca mais poderia
Retirar-vos do seu coração!
                                   2.
O Caminho, a Verdade e a Vida
Encontramos no amado Jesus,
Mas sabemos que Vós, Mãe querida,
Sois o atalho que a Cristo conduz.
Este povo piedoso, ó Senhora,
Vos aplaude, contrito, de pé,
E entre as palmas vibrantes implora
Que aumenteis sempre mais sua Fé!
Santarém (PA), 1971


HINO DO 8.4 B.E.C.
Letra de Emir Bemerguy
Música de Wilson Fonseca
                        1.
Bem de longe, do Sul nós viemos,
A vibrar de emoção varonil,
Porque acima de tudo sabemos
Que "Amazônia também é Brasil"!
Integrados ficamos ao Norte,
Com este anseio que em nada resvala:
Construir uma Pátria tão forte
Que só Deus poderá dominá-la!

                        Estribilho

Batalhão de tantas glórias!
Segues sempre mais além,
Entre as palmas laudatórias
Desta linda Santarém!
Temos nós os teus soldados
A mais nobre das paixões:
Conduzimos empolgados,
O Brasil nos corações!
                                   2.
Para a frente, viris companheiros!
O País muito espera de nós!
Hoje somos também pioneiros
Neste vale do azul Tapajós!
Da Amazônia somente almejamos
Vê lá sempre, pujante, a crescer!
Para tanto, com .fé proclamamos :
Cada qual cumprirá seu dever!
Santarém (PA), 1971


HINO DE SANTARÉM
Letra de Paulo Rodrigues dos Santos
Música de Wilson Fonseca

Santarém do meu coração!
Terra mimosa, de paz e de sonhos de amor.
Santarém do meu coração!
Lindo jardim, vivaz canteiro do Céu todo em flor.
Santarém, princesa da luz,
De praias alvas e campinas verdes, rio de anil,
Onde flutuam. iáras mil,
Loucas, ao léu na onda azul.
Santarém, meu jardim, meu Pará, meu Brasil.

Flor das margens virentes,
Formosas, ridentes,
Do meu Tapajós azul
- Azul como o Céu -
Quero cantar meu torrão, Santarém,
Terra de encantos, de amor e de luz,
Onde o Cruzeiro sem véu
Espelha a sombra da Cruz
No Céu.
                   (Adotada como Hino de Santarém pela Lei Municipal
           nº 245/71, de 22 de outubro de 1971)


JOÃO E ROSINHA
(Toada cabocla/Samba regional)
Letra de José Wilson Fonseca
Música de Vicente Fonseca

Naquela palhoça
juntinho da roça,
na beira do lago.
Na boca um cigarro,
Um sarro,
um pigarro.
Na garrafa, um trago.
Assim vi o João, João Pescador

Não tinha canoa,
nem anzol, nem tarrafa.
Dos olhos corria
uma fina garoa.
Sua dor escondia
naquela garrafa.

Semana passada
houve um puxirum.
Forró como aquele,
não vi ainda nenhum.
Cabocla formosa,
ali não faltava.
Porém, aos pés da Rosa
nenhuma chegava.

Parece que Iara
viera em pessoa
na sua Igara.

Assim era a Rosa:
Tão rara,
tão bela,
tão boa,
tão ela.

João Pescador,
estava pescado:
gostava da Rosa.
Amava a sua Rosa.
Mas, não sei de onde
nem sei de que lado
chegou um moço prosa.
João nem foi lembrado.

João Pescador,
é um rosário de dor.
Perdeu a sua Rosa.
A Rosinha, seu amor.

A festa termina,
o moço fugiu.
- Cadê a minha Rosa?
- Será que alguém viu?

É tarde...
É tarde...
A minha Rosa sumiu!
Santarém (PA), 1970


SONHO PREDILETO
(Melodia de Wilson Fonseca)

Minha cidade, tu és tão bonita
Que eu não me canso nunca de exaltar
A formosura toda que palpita
Nos teus vergéis, ó terra singular!

                        Estribilho

Não permito, senhores, que ninguém
Goste mais do que eu de Santarém!
Andei louvando as tuas faceirices,
Alguns dos muitos esplendores teus.
Falei também das rezas, das crendices
E da profunda fé na Mãe de Deus.

Eu sinto n’alma o mesmo intenso afeto
Que te transforma, ó linda Santarém,
Do Tapajós no sonho predileto
E do Amazonas no querido bem!
                        (10.4.1968)
   (Emir Bemerguy)
   Livro Aquarela Mocoronga


LENDA DO BOTO
(Do folclore da Amazônia)
Letra e Música de Wilson Fonseca
Quando boto virou gente
P'ra dançar num puxirum,
Quando boto virou gente
P'ra dançar num puxirum
Trouxe o olho, trouxe a flecha,
Trouxe até muiraquitã.
E dançou a noite inteira
Com a bela cunhãntã!
Um grande mistério na roça se faz:
Fugiu cunhãntã com o belo rapaz!...
...................................
...e o boto, ligeiro,nas ondas sumiu,
deixando a cabocla na beira do rio...
.....................................
Se alguém lhe pergunta :
"Quem foi teu amô?"
Cabocla responde:
"Foi boto, Sinhô


LENDA DA MANDIOCA
(Do folclore da Amazônia)
Letra e Música de Wilmar Fonseca

                   1.
Lá na mata
raiou sol de prata
cantou passarada
em tom de alvorada.
Ao vagido
por todos ouvido
responde silente
n. mata virente.
MANI bonita,
MANI, MANI-OCA
A pequena pepita
surgiu na maloca.
MANI, bonita,
MANI, MANI-OCA
É branca! é a grita
de toda a maloca.
                   2.
Na floresta
vivia sempre em festa,
cantando, dançando,
sonhando e amando ..
Entremente
a tribo, inclemente
reclama fogueira
pra índia faceira.
MANI bonita
MANI, MANI-OCA
dengosa, catita
alegrava a maloca.
MANI bonita
MANI, MANI-OCA
Uma sombra maldita
Envolve a maloca!
                   3.
Lá na aldeia
Pajé patenteia
Cacique condena
o amor, da pequena
Tristemente,
Na selva silente,
Calou passarada:
MANI é imolada...
MANI bonita
MANI, MANI-OCA
Chorosa, medita
No amor, na maloca.
MANI bonita,
MANI, MANI-OCA
Sua clara desdita
Fez triste a maloca.
                   4.
Na sua taba
a fome desaba
porém MANI-OCA
virou MANDIOCA!
Na sua taba
a fome se acaba
porque MANI-OCA
sustenta a maloca.
MANI bonita,
MANI, MANI-OCA
Agora é bendita:
Virou MANDIOCA
MANI bonita,
MANI, MANI-OCA
Agora é bendita:
Sustenta a maloca.
Santarém (PA) 1961

HINO DO “COLÉGIO SANTA CLARA”
(Melodia do autor)

Tu nasceste de um sonho sublime
De uma serva fiel de Jesus,
E hoje em dia és o nome que exprime
O ideal que a nós todas seduz.

                        Estribilho
         
Deus te guarde, ó Colégio querido,
Patrimônio intocável de um povo!
Na Amazônia o fanal que tens sido
Nós aqui proclamamos de novo!

Não apenas civismo e cultura
Recebemos aqui nestas salas,
Pois a luz do Evangelho fulgura
Quando em termos de Fé tu nos falas.

   No momento em que formos embora,
   Cada uma de nós que te amará
   Seguirá, podes crer, vida a fora,
   Com saudades de ti, “Santa Clara”!
                          (17.3.1969)
                        (Emir Bemerguy)
Livro Aquarela Mocoronga
             

HINO DA ASSOCIAÇÃO DE EX-ALUNOS DO “COLÉGIO DOM AMANDO”
(Melodia do autor)

Companheiros de lutas antigas,
Ex-alunos, juntemos as mãos,
Sempre unidos, sem ódios, nem brigas,
Pois nós fomos e somos irmãos!
                     
                                   Estribilho

  A fiel “Velha Guarda” proclama:
  - “Dom Amando”, Colégio sem par!
  Nós sentimos acesa esta chama
  Com que outrora soubemos te amar!

Nestas salas de tantas lembranças,
Memoráveis histórias vivemos!
E brincando, entre mil esperanças,
A vencer desafios aprendemos.

   “Dom Amando”, em nosso passado
   Semeaste sublimes valores
   Que na vida nos têm ajudado
   A ser sempre da paz construtores.
   (1.3.1983)
(Emir Bemerguy)
Livro Aquarela Mocoronga

terça-feira, 20 de agosto de 2013

SANTARÉM CANTANDO 2



 SANTARÉM CANTANDO

O CANTO DO UIRAPURU
(Canção folclórica regional)
Letra de José Wilson Fonseca
Música de Vicente Fonseca

DO alto mato canta o Uirapuru
REinando sobre as aves ao redor
MIlhares delas vêm participar,
FAzendo coro ao divinal cantor.
SOLista nato, quando ao gorjear,
LAnçando aos ares sua canção sem par,
SIlentes ficam os pássaros a ouvir
DO uirapuru o excelso repetir.
(canto do uirapuru)
Santarém (PA), 1970


"CENTRO RECREATIVO"
Hino-Marcha
Letra de Felisbelo Sussuarana
Música de Wilson Fonseca

         1.
Elevar mais e mais o conceito
Deste grêmio, mantendo-o de pé
- Eis o lema por todos aceito
Nesta marcha de força e de fé!

Trabalhando em favor dum notável,
Dum soberbo, dum nobre ideal,
Aliemos ao bom o agradável,
Dando curso ao viver social.

              Estribilho

Eis! Sus! R maior a vitória
Quando a luta é maior no fragor!
Em lutar encontramos a glória,
Que enaltece o tenaz lutador!
              2.
Sempre unidos, visando ao prestigio
Decorrente de nossa união,
Procuremos erguer ao fastígio
Este amado e formoso rincão!

E a sonhar um futuro ridente
Que de orgulho nos venha envolver,
Seja a mira marchar para a frente!
Seja o fito lutar e vencer!
Santarém (PA), 1936

CHEIRO DE GARRAFA
(Samba)
Letra de Felisbelo Sussuarana
Música de Wilson Fonseca

         1.
Tem o cheiro por virtude
Cativar mortal qualquer;
Prende o mano como grude,
Aos caprichos da mulher.

         Estribilho

Branca ou cabocla,
Seja negra ou cafuza,
A mulher que preza a vida
Usa o cheiro, usa e abusa...
                   2.
A mulher que tem marido
E quiser tê-lo no lar,
Faz o cheiro predileto
Seu comparsa, seu compar.
        3.
Mesmo o homem que deseja
Ser feliz no seu viver,
Ao tomar banho de igreja,
Vem do cheiro se prover.
Santarém (PA), 1936
(Da revista teatral "Olho-de-Boto)


CHINELO E XODÓ
(Maxixe)
Letra de Felisbelo Sussuarana
Música de José Agostinho da Fonseca

CHINELA - Eu sou a preferida
         Chinela democrata
         Adorno os pés mimosos
         Da branca ou da mulata.

   XODÓ -      Eu sou a novidade
         De tudo o que é liró
         Nas praças e nas salas
         Quem banca é só Xodó.

              Estribilho

Nos pés de Santarém
Temos nosso valor :
Servindo a moço, a velho,
A pobre e a doutor.
              2.
CHINELA - Grosseiro e barulhento
         Só me pareces mau;
         Enquanto sou de couro
         Não passas tu de pau.

   XODÓ - Toda sua preferência
         Me dá o povo grato.

CHINELA - Pudera! és preferido
         Por seres mais barato.
              3.
CHINELA - Não vales o que pesas
         Só sabes maltratar
         És mesmo aborrecido
         Com teu matraquear

   XODÓ - É nisso que reside
         A graça do Xodó,
         Ir musicando os passos
         De tudo o que é liró.
(Da revista teatral "Vou Telegrafar", 1925)

CIDADE-SORRISO
(Samba exaltação)
Letra e Música de Wilson Fonseca

Um hino, meu rincão,
Meu belo torrão
De um porvir promissor,
Cheio de vibração
Fiz desta canção
P'ra exalçar-te o valor.
Na zona do Rio-Mar,
Tendo a te beijar
O Rio Tapajós,
Guarda que te ti se enamora,
És, ó terra de Nossa Senhora!
A mais alta voz.

Pedaço do Brasil
De um céu que todo anil,
Tu tens a graça que encanta o forasteiro
Que, sincero,
Bendiz a tua sorte!
És, Cidade-Sorriso,
Um novo Paraíso,
Cheio de Evas de beleza natural!
Enfim, torrão natal,
És princesa do Norte!
Santarém (PA), 1940


CUIAS DE SANTARÉM
(Samba)
Letra de Felisbelo Sussuarana
Música de Raimundo Fona

        1.
São afamadas,
São procuradas
As belas cuias de Santarém!
Cuias bordadas,
Cuias pintadas
Como estas minhas ninguém as tem.
Para um presente de namorado,
Que linda coisa, meu bom senhor!
Serviço limpo, bem acabado,
Arte, bom gosto, puro lavor!
 
              Estribilho

Para tomar se um mingau a gosto.
Para tomar se um bom tacacá,
Só numa cuia, vaso bem posto
E preferido no meu Pará.
              2.
Um vinho grosso
Roxo e gostoso
Do conhecido belo açaí,
É mais suave,
Mais saboroso
Se numa cuia se bebe aqui.
Cuias bordadas,
Cuias pintadas
Como estas minhas ninguém as tem.
São afamadas,
São procuradas
As belas cuias de Santarém!
Santarém (PA), 1925
  (Da revista teatral "Vou Telegrafar")
 

DANÇA DO TIPITI
(Coreografia)
Letra e Música de Wilson Fonseca

              I
Cada qual pegue sua tala,
Se quiser ter tucupí,
P'ra tecer com harmonia
Um perfeito tipiti.

              Estribilho

Ai, ai, ai!
Vai girando sem parai,
Vai tecendo, vai tecendo
Num trabalho de encantar!
              II
Instrumento indispensável
Na lavoura do Pará
Que prepara a mandioca
P'ra farinha e tacacá.
              III
Terminamos a missão.
Tudo pronto, vejam aqui.
Já podemos ter farinha,
Tapioca e tucupi.
              IV
Desandando a nossa roda
Sem perder animação,
Vamos todos dar um viva!
A São Pedro e São João!
         Estribilho final

Ai, ai, ai!
Vai girando que nem mó
Destecendo nosso cesto
Que em pouco é tala só!
Santarém (PA). 1963

sábado, 17 de agosto de 2013

SANTARÉM CANTANDO 1



SANTARÉM CANTANDO

CANÇÃO DE MINHA SAUDADE
Letra de Wilmar Fonseca
Música de Wilson Fonseca

Nunca vi praias tão belas
prateadas como aquelas
do torrão em que nasci!
Da CAIEIRA, do LAGUINHO
(MAPIRI é um carinho)
Onde canta a Juruti.
Nunca vi praia tão boa
Como aquela da COROA
Bem pertinho do SALÉ...
De SÃO MARCOS, tão branquinha
(A candura da PRAINHA)
VERA-PAZ... MARIA JOSÉ!


Bem juntinho àquela serra
Que domina a minha terra,
Tem um pé de sapoti
Onde entoa, sem mentira,
Alegrando CAMBUQUIRA
O seu canto o Bem-te-vi.            
Quem me dera em suas águas
Sufocar as minhas mágoas
A beira do Igarapé!
E depois no IRURÁ
(Ó meu Deus, quando será?)
reviver a minha fé.)(BIS)

Mergulhei já no AMAZONAS
(Não me digas: tu blasonas)
P'ra no TAPAJÓS boiar.
Há encanto em teus jardins
Vicejando benjamins
Que prateiam ao luar.
Tens Maria por padroeira
Essa Mãe tão brasileira,
SANTARÉM DA CONCEIÇÃO.
Se relembro teus recantos,
Ó Jesus, lá vêm meus prantos,
Vou cantando esta canção!
Santarém (PA), 1949


CANÇÃO DA SANTARENA
Letra de Padre Manuel Albuquerque
Música de Wilson Fonseca

Sou a linda Santarena
Sem orgulho e sem vaidade,
Sou bonita, sou morena,
Tenho a flor da Mocidade.

Brasileira e Paraense,
Eu me chamo a Santarena
Nos encantos quem me vence?...
Sou bonita, sou morena!...

Minha terra pequenina
Tem a graça da Beleza,
Da beleza de menina,
De menina que é princesa.

Alvas praias santarenas,
Plúmbeas as tapajônias,
Mansas brisas sempre amenas,
Matas e águas amazônias.
Quero bem à minha terra,
Quero bem à minha gente!
Se a distância me desterra,
Quero logo estar presente!

Nem que seja mais bonita,
Não invejo a terra estranha;
Se estou longe, sou proscrita,
E a Saudade me acompanha!...

Num afago tão macio,
Que se sente e não se entende,
Tapajós meu lindo rio
Tem um quengo que me prende...

Amo a terra santarena
Meus irmãos e meus paizinhos!...
Sou bonita, sou morena!...
Tenho aqui os meus carinhos!...
Santarém (PA), 1958


CANÇÃO DA SAUDADE
Letra de Paulo Rodrigues dos Santos
Música de José Agostinho da Fonseca

Quando a Saudade nasceu,
De tristeza e de alegria
O Universo estremeceu;
A Terra encheu se de harmonia,
De Beleza e de magia,
Quando a Saudade nasceu.

Filha do Amor e da Ausência
A Saudade é aquela essência
Geradora de ilusões.
Mal que salva e que amargura,
Bem que mata e que dá cura
Aos amantes corações.

A Saudade que vivia
Lá no velho Portugal
Tão mimosa e tão gentil,
Cheia de melancolia
Fugiu com Pedro Cabral
P'ra descobrir o Brasil.

Quando a frota lusitana
Regressou feliz, ufana,
E Cabral também voltou, (bis)
A Saudade transmarina,
Imigrante peregrina,
Gostou da terra e ficou!
Santarém (PA), 1936

CANÇÃO DA "VERA-PAZ"
Letra de Emir Bemerguy
Música de Wilson Fonseca

        1.
Raras coisas nesta vida
São gostosas como a ida
Em noite de lua cheia
À "Vera Paz" afamada
Pra comer uma peixada
Sobre o alvo chão de areia.

        Estribilho

Teu luar, "Vera Paz"
Saudades pra gente traz!
        2.
E se há um violão
Ponteando uma canção
Como fundo musical,
A felicidade é tanta
Que a gente até se espanta
Pensando não ser real.
Santarém (PA), 1966


FORMOSA SANTARENA
(Melodia de Raquel Peluso)

Nos teus olhos de criança
Engastei minha esperança,
Ó formosa santarena!
Linda estrela fulgurante,
Tudo em ti é fascinante
Ao beijar-te a brisa amena.
Num milagre comovente,
Conseguiste, de repente,
Afastar de minha vida
Os infindos dissabores,
E no altar dos teus amores
Recobrei a fé perdida.

Vi cair, bem de mansinho,
Lá do céu um pedacinho
Deste esplêndido luar!
Apanhei a maravilha
E garanto que não brilha
Como a luz do teu olhar.
Vem ouvir, mulher amada,
A seresta apaixonada
Do cantor que te quer bem!
Com ciúme, Lua fita
A morena mais bonita
Da morena Santarém!
              (14.10.1967)
        (Emir Bemerguy)
         Livro Aquarela Mocoronga


CANTANDO,BUSCANDO A GLÓRIA DA NOSSA CIDADE
Letra de Felisberto Sussuarana
Adaptação à Cantata 147 de J. S. Bach.
Por Wilson Fonseca.

As vozes que um dia se uniram
..............................
Na meta da música, pura,
..............................
A meio caminho, sentiram
..............................
Crescer a almejada cultura.

E cantando mais alto, buscamos
A glória da nossa cidade,
A linda cidade que amamos
Num coro de felicidade.

As águas do rio pararam
............................
Os pássaros emudeceram
............................
Porque, pelo vento, escutaram
............................
O coro que humanos teceram.
              * * *
Se a doce ventura da vida
Forjar todo o bem que buscamos,
A glória estará revivida
Na linda cidade que amamos.

Ó sim! Santarém, Santarém,
Que o bom Deus te conserve na glória
Da Paz, da Beleza e do Bem.
Santarém (PA), 1963

SANTARÉM CANTANDO



SANTARÉM CANTANDO

ADEUS, "VERA - PAZ"
(Toada)
Letra de Emir Bemerguy
Música de Wilson Fonseca

        1.
O progresso foi chegando
Eu nem sei direito quando
A tristeza aconteceu...
Cais do Porto, essa esperança
Dos meus tempos de criança,
Hoje é sonho que viveu!
Mas, enquanto se trabalha,
O reverso da medalha
Amargura uma cidade:
Nossa praia acolhedora,
"Vera Paz" encantadora,
Lá se foi, virou saudade!...

               Estribilho

Violões não mais terás...
Adeus, adeus, adeus, linda "Vera Paz"!...
        2.
Nem seresta nem luares...
Violão, se tu chorares,
Também choro, não resisto...
Modernices são bem vindas...
Mas destroem coisas lindas...
Quanta magoa eu sinto disto!...
Nos arquivos da memória
Inclui mais uma história
Desta vida tão fugaz:
Chegará bem mais conforto
Nos navios do Cais do Porto,
Mas findou se a "Vera Paz"!...
Santarém (PA), 1973

AMAZÔNIA
(Samba estilizado)
Letra e Música de Wilson Fonseca

O maior tesouro do Brasil
Berço de povo varonil
Onde o sol brilha mais
E tem mais beleza o céu
- Amazônia tu és,
Pela riqueza sem par
Que nos faz maravilhar!
Um rio tão grande quanto o mar
No teu seio a correr,
Terras sem sol,
Selvas sem par,
Vivem a clamar
Pela Civilização
Que não quer vir,
Sempre a fugir
Sem compaixão!
Rica Amazônia de um céu de anil,
Serás o celeiro do Brasil!
Santarém (PA), 1942

BE-LÉM, BELÉM
Letra de José Wilson, Vicente e Wilson Fonseca
Música de Wilson Fonseca

Recebe, ó Belém do Pará,
A nossa homenagem fraterna.
Com amor, Santarém cantará
No tom da mensagem que externa.

Se hoje a Amazônia já faz
A voz do Brasil mais potente,
É certo, amanhã muito mais:
Belém-Santarém sempre à frente!
   
     Coro

BE-LÉM - toca o sino da Sé
BE-LÉM - é convite à oração
BE-LÉM - também faz Nazaré
BE-LÉM - bate o meu coração
BE-LÉM - toca o sino sua prece
BE-LÉM - que o Brasil ouvirá
BE-LÉM - Santarém oferece
Louvor a  Belém do Pará!
(Para o encerramento da SEMANA DE SANTARÉM, no "Teatro da Paz" em Belém : 27.10.1972)


O BOTO
(Baião regional)
Letra de José Wilson Fonseca
Música de Vicente Fonseca

- Mamãe, eu lhe juro,
eu sei que foi boto!
(soluça a cabocla)
- Que bicho maroto!
Rapaz elegante,
vestido de branco,
saiu lá do rio
subindo o barranco.

Achando um forró,
Foi logo dançar
Seus passos, sua lábia,
Foi de impressionar.
E, logo a cabocla
Caiu na cilada:
"Me deixa" - ela chora
já é madrugada

E o boto galante voltou p'ras suas águas,
Deixando a coitada
Chorando suas magoas.
A mãe já avisara :
- Repare, não deixe.
Os pés para trás,
o cheiro de peixe!

- Como é que não vi,
(diz ela e desmaia)
que "em vez de chapéu, usava
uma arraia"?

Na calça, o seu cinto
era um poraquê!
Tudo isso eu não vi
não sei nem porquê!

Mas, hoje é bem tarde.
Que adianta chorar?
O boto foi embora
pra não mais voltar!
      Santarém (PA), 1970

CABOCLA TAPAJÔNIA
Letra de Emir Bemerguy
Música de Wilson Fonseca

Na cidade andam dispersas
Morenices bem diversas,
Sedutoras que só elas...
A garota santarena
Tem lindezas de falena
A pousar nas flores belas.

Se você não acredita,
Venha ver como é bonita
A cabocla tapajônia!
Nossa meiga mocoronga
Do viver o bem prolonga,
Mas às noites traz insônia...

No areal da praia infinda
Elas ficam na berlinda
Como enfeites das manhãs.
E provocam rebuliços,
Pois seus olhos têm feitiços
Desses tais muiraquitãs...

Bronzeando-se ao Sol quente,
Vão ouvindo, alegremente,
galanteios da moçada
Que nas gárrulas meninas
Vê as jóias diamantinas
Desta terra abençoada
Santarém (PA), 1968

CANÇÃO DO FORASTEIRO
(Samba)
Letra de Emir Bemerguy
Música de José Agostinho da Fonseca

Santarém, eu te namoro,
Tenho imenso amor por ti,
E pergunto por que Deus
Não me fez nascer aqui.
Enalteço nestes versos
Minha terra de adoção,
Hoje sou um santareno
De vontade e coração!

        Coro

Vim de longe, mas agora
Mocorongo sou também!
Quem quiser brigar comigo,
Fale mal de Santarém!
(Aproveitando a música "O RELÓGIO", de José Agostinho da Fonseca, composta em 1925).


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A NOSSA MÚSICA

       

A NOSSA MÚSICA



        Santarém deve ser uma das raras cidades interioranas do Brasil que se podem orgulhar de possuir música própria, com características peculiares e definidas. Não sabemos, com precisão, até que ponto o sortilégio da velha "Aldeia dos Tapajós", as belezas que nos cercam, são responsáveis pela inspiração dos nossos poetas e compositores. Mas é inegável que o ambiente exuberante, com uma paisagem privilegiada em que se entrechocam, num combate eterno, dois portentosos rios, vêm exercendo muita influência sobre o espírito dos musicistas locais; são numerosas as canções que enaltecem a gleba mocoronga, seus atrativos e singularidades.
        Assim, já foram transportados para os acordes dos pianos e dos violões, para o ponteio do cavaquinho, para a maviosidade do som das flautas, muitos dos encantos com que Deus nos brindou, desde as praias alvínitentes, cuias pintadas e ventarolas, até os mitos e crendices tradicionais da Amazônia. Entre estes, há o fascínio irresistível do canto do Uirapuru, as perfídias  da Iara ou Mãe d'água e as maroteiras do Boto namorador, essa deliciosa lenda em que tantos ribeirinhos ainda hoje acreditam piamente, pois muitos são capazes de jurar que viram "quando Boto virou gente".
(Do "Programa 4 Festa da Conceição" de 1968)

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

BANDAS MUSICAIS




BANDAS MUSICAIS


        BANDA FILARMÔNICA PROFESSOR JOSÉ AGOSTINHO
        Santarém, que já chegara a possuir até três bandas de música simultaneamente quando a cidade era bem menor, não tinha, desde a dissolução da " - Filarmônica Santa Cruz-", de Frei Ambrósio, nenhum outro conjunto musical do gênero, isto por um longo período, de aproximadamente 27 anos. Quando se fazia necessária à participação de uma banda musical para uma festa cívica ou religiosa, durante esses 27 anos, reuniam-se os músicos remanescentes e organizava-se um conjunto apenas para a ocasião, sendo logo depois de dissolvido.
        Em 1963, contando com o apoio do prefeito na época, os irmãos Wilde e Wilson Fonseca, coadjuvados pelos sargentos do Tiro de Guerra 190, João de Deus Damasceno e Raimundo Bittencourt, fundaram a Banda de Música "Professor José Agostinho", que realizava seus ensaios na sede do Tiro de Guerra 190.
        Durante 27 anos, manteve-se de pé graças ao idealismo de seus componentes e a inconfundível liderança de Sebastião Sirotheau.
        A 12 de agosto de 1992, a Câmara Municipal aprovou e o prefeito sancionou a Lei nº 14.256, determinando nova denominação para a Banda, que passaria a ser intitulada de FIRLAMÔNICA MUNICIPAL PROFESSOR JOSÉ AGOSTINHO.
        Hoje, a Filarmônica conta com apreciável número de músicos jovens (inclusive do sexo feminino), fruto da escola de música que mantém, tocando lado a lado com os músicos veteranos sob a regência de Wilde Dias da Fonseca, somando, atualmente, cerca de 40 integrantes.
        A Firlamônica é bastante solicitada a participar dos principais eventos municipais, em que apresenta um repertório variado e envolvente, do qual destacam-se: dobrados, marchas americanas, marchas brasileiras, hinos, maxixes, sambas, tangos brasileiros, etc.
        Vale ressaltar que todo esse repertório foi orquestrado pelo Maestro Wilson Fonseca, ao longo dos anos, e que dessas músicas noventa por cento é de autoria do próprio maestro.

        BANDA MARCIAL DO COLÉGIO DOM MANDO
        O conjunto musical do Colégio Dom Amando foi fundado no ano de 1952 pelo irmão Genardo como "Fanfarra", tendo sua composição formada apenas por instrumentos de percussão que davam ritmo à marcha para o desfile dos alunos do então Ginásio Dom Amando na semana da Pátria.
        Em 1969, assume a direção da Fanfarra o aluno José Agostinho da Fonseca Neto. A partir dessa época, houve inúmeras modificações visando a sua ampliação e aperfeiçoamento. Em 1989, aconteceu a mudança mais ousada: Agostinho Fonseca, formando sua equipe de trabalho com Pedro Fernando, José Maria Feitosa Maia, Raimundo Nonato e Giuseppe Piscoppo, resolve modificar a Fanfarra para Banda Marcial.
        A partir de então, a Banda Marcial do Colégio Dom Amando se tornou uma atração especial. Hoje, conta com uma média de 120 componentes distribuídos em vários instrumentos (cornetas, saxofones, surdos, pratos, dentre outros), além da comissão de frente, balizas, etc., treinados para executar inúmeras músicas.
        Atualmente, a coordenação geral é do Prof. Pedro Fernando Viana S. Liberal. A Banda tem se apresentado em diversas ocasiões como: abertura das Olimpíadas, Semana da Pátria, Casa da Cultura, Concurso de Fanfarras e inúmeras apresentações.

        BANDA SINFÔNICA WILSON FONSECA
        Em 02 de agosto de 1993, a fundação Carlos Gomes, que tem sede na cidade de Belém, capital do Estado, escolheu a cidade de Santarém para instalar o seu primeiro Pólo de Interiorização através de sua superintendente Professora Glória Caputo, em parceria com a Prefeitura Municipal local e apoio cultural do Banco do Brasil, sob a direção do Maestro José Agostinho da Fonseca Neto. Com cerca de 345 alunos na faixa etária de 07 a 12 anos, através do ensino de municipalização, surgiu o "Grande Coral".
        Em 1994, ampliou seus trabalhos com início das atividades de ensino de Flauta Doce. Nesse mesmo ano, formou o "Conjunto de Flautas Doce", composto por 250 integrantes e a "Orquestra Concertante de Flautas Doce", com 40 alunos selecionados pela performance musical.
        Em 10 de agosto de 1994, o pólo instalou-se como Escola, que foi denominada "Escola de Música Maestro Wilson Fonseca", nome escolhido pela então superintendente da Fundação Carlos Gomes em homenagem ao grande e imortal maestro santareno.
        Com o desenvolvimento dos trabalhos, em 1995 teve início as atividades de ensino de instrumentos de sopro e percussão para a formação de Banda de Música. Dia 21 de junho do mesmo ano, nas festividades de comemoração do aniversário da cidade, é lançada ao público a Banda "Maestro Wilson Fonseca", composta por 34 alunos de ambos os sexos na faixa etária de 09 a 15 anos.
        Em 1997, A Banda Maestro Wilson Fonseca passa a denominar-se Banda Sinfônica Wilson Fonseca, pela estrutura, formação de naipes, sonoridade, performance, repertório amplamente diversificado, incluindo transcrições de músicas escritas para grandes orquestras num resultado requintado de interpretação com acabamento aprimorado, cuja trajetória, apesar de recém traçada, é muito abundante e profunda já fazendo parte da história da música de Santarém.